02 maio 2026 | 20:23:11

Colossal, Veil brilha no Grande Prêmio OSAF (G1)

"Égua de ferro", defensora do Haras Belmont adicionou novo êxito de graduação máxima à galeria.


De ponta a ponta, Veil mandou no "OSAF".

Imagem: Porfírio Menezes/JCSP

Quando da consulta às definições de colossal, dadas pelo dicionário, percebe-se haver algumas variações, a depender da intenção quanto à utilização do adjetivo. Incrivelmente, porém, todas tendem a servir para qualificar o PSI que todos conhecem pelo nome de Veil.

Seja pelo seu porte físico; pela maneira de correr ou, sobretudo, pelo deslumbre que corresponde à sua capacidade locomotora, fato é que a potranca de 3 anos, filha de Can The Man e Vestida de Noiva (Dubai Dust), de criação de Márcio Cezar Stanicki e propriedade do Haras Belmont, voltou a demonstrar porque tal adjetivação lhe cai tão bem. Neste sábado (2), Veil venceu, de ponta a ponta, o Grande Prêmio Organizacion Sudamericana de Fomento del Puro-Sangre de Carrera (G1), em 2.000m na raia de grama (leve), para éguas de 3 e mais anos.

Na partida, Veil mandou-se, ao natural, para a dianteira. Altair Domingos não movia um músculo sequer para sofreá-la. Hello Afleet, por fora da ponteira, buscava, a todo custo, persegui-la.

Olympic Puma era a terceira. Niagara e Bubble O'Gold completavam o grupo das cinco primeiras.

No tiro direto, Veil desvencilhou-se de Hello Afleet, que, por sua vez, cedeu aos avanços de Olympic Puma. Esta assumiu, então, a missão de tentar descontar a vantagem detida por Veil, no posto principal da competição. Noutra demonstração de sua enorme categoria, contudo, Veil fez-se, mais uma vez, um obstáculo intransponível.

A linha decisiva acusava 1 corpo e 1/4 de Veil sobre Olympic Puma, de excelente corrida. A sempre presente Must Be Happy foi a terceira colocada, com All Red Love e Niagara dando números finais ao marcador.

A seguir, Literatura, La Laitière, Hello Afleet, Taichung, Diana Ross, Have A Glory, Não Para Não e Bubble O'Gold.

Mantendo Veil em forma soberba, a despeito do rigor da campanha desenvolvida pela campeã (somente em 2026, percorreu mais de 5.500 km em viagens), Maurício Oliveira conquistou nova vitória para sua carreira, cada vez mais repleta de troféus. Em 2025, com Raya Queen, aliás, Oliveira e Belmont já haviam brilhado no "OSAF". Altair Domingos, de retumbante retorno ao exercício de sua profissão, conseguiu, pela terceira vez, o feito de vencer, num mesmo ano, os páreos de velocistas e éguas do sábado máximo paulista.

Veil conta com 6 vitórias em 12 corridas. No seu 3º êxito clássico, percorreu os dois quilômetros na marca de 1:58.87.

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