19 fev 2021 | 22:19:34

Pesquisa sugere predisposição genética, de equinos atletas, à ocorrência de acidentes graves

Estudo da Universidade do Kentucky identificou 3 genes, com diferentes níveis de atividade, entre atletas saudáveis e atletas severamente lesionados.


Um estudo realizado na Universidade do Kentucky identificou possível predisposição genética, de equinos atletas, para acidentes fatais. O fato foi divulgado por Eric Mitchell, no website da Blood Horse.

A partir de um grupo inicial de 21 genes que compõem a codificação de proteínas associadas a inflamações em equinos e humanos atletas, a pesquisa, coordenada pelo Maxwell H. Gluck Equine Research Center (vinculado à Universidade do Kentucky), apontou 3 desses genes como apresentando grande variação entre animais saudáveis e lesionados, em período pós-competição.

O projeto demandou a coleta e análise de 686 amostras sanguíneas, de animais submetidos a atividades atléticas intensas, obtidas em hipódromos de 5 estados norte-americanos diferentes – sendo 107 amostras de animais vítimas de acidentes catastróficos e 579 de animais saudáveis.

Colocadas em padrão de comparação, as referidas amostras indicaram discrepância em relação a 3 genes específicos: IGF1 (insulina-1), IL1RN (interleucina-1) e MMP2 (matriz metaloproteinase-2). Enquanto a insulina-1 e a matriz metaloproteinase-2 – ambas relacionadas a processos inflamatórios – acusam aumento de evidência nas amostras de atletas lesionados, a interleucina-1, vinculada a funções anti-inflamatórias, por outro lado, manifesta-se em baixos níveis, nas amostras daquele grupo.

Ou seja, uma baixa atividade da interleucina-1, identificada em momento anterior à competição, poderia significar uma predisposição inflamatória do organismo daquele equino.

“Trata-se de um reflexo da resposta anti-inflamatória (do organismo). Quando marcadores anti-inflamatórios diminuem (mas os genes, relacionados a proteínas inflamatórias permanecem presentes), isso também pode ser um sinal de inflamação crônica”, declarou Allen Page, um dos coautores do estudo.

As primeiras estimativas sobre o custo de um exame sanguíneo, a ser a desenvolvido para identificar, previamente, a predisposição genética de animais a acidentes de alta gravidade, indicam valores entre US$ 60 a US$ 85.

Para ler a matéria original, clique aqui.

Mais notícias

Especial Troféu Mossoró: Zucca Baby - Melhor Potro de 3 Anos

Campeão do GP Brasil (G1) defende os interesses do Haras Doce Vale.

No Grande Prêmio Ipiranga (G1), atropelada letal de Rabat Again

Corredor rendeu novo troféu de graduação máxima ao Haras Belmont (G1).

Especial Troféu Mossoró: Gevrey-Chambertain - Melhor Égua de 4 Anos e Mais Idade

A defensora do Haras Legacy foi criada pelo Haras Old Friends.