Especial Copa Precocidade e Velocidade: uma vitrine do melhor que está por vir
Revelando ganhadores clássicos em profusão, prova chega à sua quinta edição contando, em seu breve histórico, com nomes que marcaram o turfe brasileiro, nos últimos anos - incluindo 11 ganhadores de G1.
Neste sábado (14), a Copa Precocidade e Velocidade ABCPCC será disputada pela quinta vez. Instituída no ano de 2022, a prova, para muito além de ter caído no gosto da comunidade turfística brasileira, já foi capaz de extrapolar a condição de uma prova de grande dotação financeira e considerável apelo, junto a proprietários e profissionais. Pelos campos, das eliminatórias e finais, das 4 edições realizadas, até aqui, houve uma profusão de corredores de alto nível cujas campanhas, nos meses e anos seguintes à Copa, coincidiriam com alguns dos páreos mais cobiçados do país.
London Moon deu início à profusão de campeões que passaram, até aqui, pelas edições da Copa.
Imagem: Karol Loureiro
E ainda que disputada nos primeiros meses de chamada para a nova geração, a Copa não se resumiu à precocidade ou à velocidade num plano imediato: nada menos que 11 ganhadores de graduação máxima foram revelados pelo páreo, incluindo conquistas em distâncias clássicas - para muito além dos 1.000 metros que marcaram as primeiras corridas das respectivas campanhas daqueles animais.
Muito embora nome de London Moon (múltiplo ganhador de G1, dos 1.600 aos 2.000 metros e Melhor Potro de 2 Anos, Cavalo Adulto e Milheiro, no Troféu Mossoró) seja relacionado, com facilidade, tanto ao nome da própria Copa Precocidade e Velocidade, quanto à sua primeira edição, no ano de 2022, fato é que o corredor "não fica sozinho", em se tratando de corredores de alto nível que emprestaram seu talento à edição inaugural do páreo. Sétima colocada na final, Lah Lah Lah viria a vencer, dentre outros, o GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro (G1, 2.400m/grama). Ausente da final, People Ask foi outra fêmea vencedora de G1 que passou pela seletiva da Copa, em 2022, tendo, meses mais tarde, levantado o GP Margarida Polak Lara - Taça de Prata (G1, 1.600m/grama).
Relembrado como um dos animais mais apostados das apostas em remates realizadas àquele ano, Loreley não se classificou para a final. Ainda assim, enviado para o Uruguai, lá conquistou a Polla de Potrillos (G3) e figurou como um dos destaques de sua geração. Outro que também não chegou à final, mas, ainda assim, desempenhou campanha das mais produtivas foi Drautec, versátil ganhador clássico entre as pistas de grama e areia e dono de primeiro lugar em prova de G3 (GP Chanceler Oswaldo Aranha, 2.200m/areia). Sem prejuízo desses nomes, Pearl do Iguassu e Planeta Azul, que, igualmente, não se classificaram para a final, tornaram-se, na sequência, ganhadores de listed races.
Fígaro "saltou" do quilômetro para os 1.500m do GP Juliano Martins (G1) e garantiu o Troféu Mossoró de Melhor Potro de 2 Anos.
Imagem: Porfírio Menezes/JCSP
Um ano depois, a Copa voltaria a servir de palco para um Champion 2yo brasileiro. Fígaro, que levou a melhor na primeira versão do páreo sediada pelo Hipódromo da Gávea, retomou sua campanha diretamente no GP Juliano Martins (G1, 1.500m/grama) e, a partir da expressiva vitória, teve seu nome escolhido como o Melhor Potro de 2 Anos do Troféu Mossoró. Tendo obtido, na sequência, colocações em provas de graduação máxima, o corredor, atualmente, cumpre campanha - longínqua, portanto - no turfe uruguaio. Terceiro colocado para Fígaro, após classificar-se numa das seletivas do GP Turfe Gaúcho, Mandrake escreveu seu nome em meio aos maiores velocistas da história do turfe brasileiro. Protagonista de um inédito tricampeonato no GP Major Suckow (G1), o corredor foi eleito Melhor Velocista, no Troféu Mossoró, por duas vezes, e, ainda, restou eleito Melhor Cavalo Adulto, na mesma premiação.
Vencedores de seletivas da Copa, no Rio de Janeiro e no Paraná, Maranhão e Qatar do Iguassu (respectivamente, décimo e quarto colocados na final) figuraram, na sequência de suas jornadas, como ganhadores clássicos. Maranhão chegou a vencer o GP Conde de Herzberg (G2), na Gávea, ao passo que Qatar do Iguassu tornou-se vencedor de listed race, em Cidade Jardim.
De volta a São Paulo, a Copa Precocidade e Velocidade, no ano de 2024, deu-se ao luxo de reunir, em sua final, nada menos que quatro ganhadores individuais de graduação máxima. Ou seja, 1/4 dos animais que alinharam para a disputa sagraram-se vitoriosos em páreos da mais alta graduação, no turfe brasileiro. Primeira fêmea a levantar a Copa, Piu Carina mostrou desenvoltura ao escoltar Fuerza Viva no GP João Cecílio Ferraz (G1) e, já em estágio mais avançado de sua campanha, prevaleceu no tradicional GP Proclamação da República (G2), contra os machos, mais uma vez. Escoltante de Piu Carina, Opazo, ao abordar distâncias maiores, conseguiu a proeza de vencer, nos novos recordes de cada prova, os Grandes Prêmios Ipiranga (G1) e Jockey Club de São Paulo (G1), o que culminou na sua exportação para Hong Kong.
Piu Carina e Opazo formaram ponta e dupla, em 2024: ela, posteriormente ganhadora graduada; ele, múltiplo vencedor de G1.
Imagem: Porfírio Menezes/JCSP
Fazendo jus à marca da velocidade que ornamenta o nome da prova, Lendário Brujo e Comandante Rapha provaram-se sprinters de alto padrão. Habitué das principais provas do segmento, disputadas no Brasil, Lendário Brujo, que finalizou em terceiro na final, conquistou o Grande Prêmio ABCPCC (G1). Já Comandante Rapha, que finalizou em sexto na final, seguiu para o Uruguai, onde venceu o Gran Premio Maroñas (G3), a principal disputa da velocidade local.
Por outro lado, participantes da Copa que acabaram por se provar ao competirem nas distâncias mais alentadas. Oitavo colocado na final, Nudini, um ano depois, brilharia no Derby do GP Cruzeiro do Sul (G1). Já Raya Queen, a décima-primeira colocada, adicionou ao seu retrospecto a cobiçada taça do Grande Prêmio OSAF (G1).
Ainda em relação a elementos black type daquela corrida, La Color Trick, a sétima colocada na final, venceu listed race, em Curitiba (derrotando, no ato, a ganhadora de G1, Outra Vista). Road do Iguassu, que não se classificou para a final, desabrochou como arenática de alto nível e venceu provas como o GP 25 de Janeiro (G2) e o GP Chanceler Oswaldo Aranha (G3).
Por fim, em 2025, a grande estrela da Copa atendeu pelo nome de Veil. A estonteante vitória obtida na Gávea, contudo, foi apenas o cartão de visitas de uma impressionante campanha, que viria a ser por ela desempenhada, nos meses seguintes. Competindo com sucesso até a distância dos 2.000 metros, Veil venceu os Grandes Prêmios Henrique Possolo (G1), Henrique de Toledo Lara (G2), além de ter finalizado em segundo e terceiro nas versões paulista e carioca do GP Diana (G1), respectivamente.
Registro da fácil conquista de Veil na Copa, em 2025: campanha de G1 até os 2.000 metros.
Imagem: Sylvio Rondinelli/JCB
Escoltante de Veil na grande final, Oteque venceu o GP Mário de Azevedo Ribeiro (G3), na sequência. Atualmente, em excelentes momentos de suas respectivas campanhas, Orange Blossom (terceira colocada na final) e Wall Street (não passou na seletiva) vêm de conquistar, recentemente e respectivamente, os Grandes Prêmios Riboletta (G3) e Hipódromo da Gávea (G3), em demonstrações que lhes credenciam à sorte das principais corridas de velocidade do ano, no Brasil. Quarto colocado na final, Sushi do Iguassu venceu listed race, aos 2 anos, idade com a qual também se colocou em prova de G1.
Por mais que o placar remunerado da final tenha sido ocupado, como visto, por animais de alto padrão, fora dele (foi o sexto colocado) finalizou outro mais do que ilustre participante daquele páreo. Sexto colocado, o alazão Obstacle rumaria para Maroñas, logo em seguida, onde se tornaria a grande estrela de sua geração, bem como do próprio turfe uruguaio, a partir do segundo semestre de 2025. Sem prejuízo das vitórias obtidas no Clásico Criadores (L) e no GP Jockey Club (G3), Obstacle deixou a todos boquiabertos, quando, no Derby do Gran Premio Nacional (G1), derrotou seus adversários por nada menos que 17 corpos e arranhou o recorde dos 2.400 metros, na areia, em Montevidéu. Terceiro colocado no último GP José Pedro Ramírez (G1), atualmente encontra-se, em treinamento, nos Estados Unidos.
Ainda a partir da Copa, em 2025, surgiu Us Bay, que não chegou a se classificar para a final, mas, nas suas corridas posteriores, venceu, em São Paulo, o GP Antenor de Lara Campos (G3). Com ele, chega-se, entre ganhadores, colocados e animais que não se classificaram para a final da Copa, a 26 ganhadores clássicos revelados pela Copa, até aqui.
A revisita a tantos nomes e histórias somente contribuiu para o aumento da expectativa acerca da grande final, que se avizinha. Os pouco mais de 50 segundos que definirão o vencedor - ou a vencedora - do desafio deste sábado, serão suficientes para, por si só, muito emocionarem e mexerem com o ânimo dos entusiastas de plantão. Como visto, todavia, a história da Copa não se esgota em si mesma e tende, mais uma vez, continuar a se emaranhar aos troféus e colocações das provas de maior realce do turfe brasileiro.



