23 abr 2026 | 16:50:27

No domingo, Olympic Oman e Pivot Central buscam a glória do "Latino"

Brasileiros estarão em ação no Hipódromo de Monterrico e buscam mais uma taça para a criação nacional - que venceu 2 das últimas 3 dições do G1 internacional.


Olympic Oman (esq.) e Pivot Central: torcida brasileira, em Monterrico.

Imagem: João Cotta e Porfírio Menezes

No próximo domingo (26), haverá a disputa de mais um Gran Premio Latinomericano (G1). Sede, por 6 vezes, do páreo, o Hipódromo de Monterrico igualará as 7 edições sediadas por San Isidro e passará a empatar, com o prado argentino, no ranking de hipódromos sede da única corrida de graduação máxima que é realizada alternadamente, em diferentes países, a cada ano.

Desta feita, porém, uma novidade: pela primeira vez, o palco da disputa será a raia de grama do clube turfístico peruano. Nisso, dois dos melhores brasileiros, em raia de grama, na atualidade, se aventurarão na jornada latina: Olympic Oman e Pivot Central buscam consagrar suas respectivas campanhas - e, "de quebra", render ao Brasil sua 3ª vitória nos últimos 4 anos do histórico do páreo.

Tendo garantido sua vaga na importante competição por ocasião do GP Luiz Fernando Cirne Lima (G3), Olympic Oman (por Camelot Kitten, de criação do Haras Regina), cumprirá seu primeiro desafio em outro local que não a Gávea. Atravessando o melhor momento de sua campanha, o pensionista de Roberto Morgado Neto (esteve próximo de vencer o "Latino", tanto com Seiquevouteamar [3º], no ano passado, quanto com Daniel Boone [2º], em 2016) receberá a condução de Altair Domingos - já detentor dos principais troféus do turfe sul-americano, mas, ainda, perseguindo sua primeira vitória no GP Latinoamericano (G1).

Existe, entre Domingos e a farda do Stud Sampaio, que detém a propriedade de Olympic Oman, grande sinergia: sem prejuízo de êxitos passados - como, por exemplo, o GP ABCPCC (G1) de Berlino Di Tiger, em 2013 -, há duas semanas o piloto envergou o mesmo "traje" (naquela ocasião, em sociedade do Stud Cariri Pe) para vencer o GP Cruzeiro do Sul (G1), a bordo de Oderich.

Animal que vem, sobretudo em suas mais recentes saídas, disputando as primeiras colocações, desde a largada, Olympic Oman tende, nesse sentido, a tirar proveito da reta - como pouco mais de 400 metros - da raia de grama de Monterrico. O mesmo pode ser dito a respeito de Pivot Central (por Salto, de criação e propriedade do Haras Fazenda Boa Vista), que reapareceu batendo a ninguém menos que Obataye, na seletiva designada pelo Hipódromo de Cidade Jardim para a indicação de seu representante no páreo. No ato, Pivot Central, que reaparecia após 7 meses afastado das competições, venceu de ponta a ponta.

Pivot Central poderá, aliás, fazer de Jeane Alves a primeira joqueta vencedora do cobiçado laurel. Emerson Garcia, que também "debutaria" na galeria de treinadores ganhadores da prova, se juntaria, nesse caso, a ninguém menos que seu pai: o saudoso e talentoso Walfrido Garcia, que, em 1982, encilhou Duplex - o então campeão do GP Latinoamericano, corrido na relva de San Isidro.

No pulo de largada, Pivot Central estará rente à cerca interna, na baliza 1. Já Olympic Oman terá seu início, na competição, pela pedra de número 10.

Argentino de campanha desenvolvida no Peru, com vasta experiência na pista de grama local, Padre Roberto (Hurricane Cat) corre pela sua mais importante vitória, numa campanha de reduzida extensão, em se tratando de um animal de 4 anos com apenas 4 saídas. Ganhador, na areia, em 2024, do Clásico Ricardo Ortiz De Zevallos (G1), é tido e havido como a principal "cartada da casa". Companheiro de farda de Padre Roberto, Boudica, um múltiplo ganhador clássico no Peru, vai à pista na condição de outro bem cotado defensor do Stud Jet Set.

Escoltante de Obataye no "Pellegrini", The Gladiator's Hat pinta, ao lado de Thor Medina - por sua vez beneficiado pela desclassificação de Full Keynote no Gran Premio Miguel A. Martínez de Hoz (G1) - como as maiores esperanças do turfe argentino. Medjool, que veio ao Brasil para secundar Obataye no "Latino" do ano passado, volta ao campo da competição e, credenciado por fácil vitória obtida na seletiva chilena, tentará render ao seu país sua 11ª vitória no histórico do páreo.

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