14 set 2021 | 18:18:01

Marcadores genéticos relacionados à incapacidade de transpirar são identificados em pesquisa

Fato que atormenta profissionais de todas as partes, a perda da capacidade de transpiração de equinos teve sua relação identificada, pela primeira vez, na clínica veterinária, com marcadores genéticos.


Condição que leva preocupação a profissionais e “pessoas do cavalo”, em todas as partes, a perda da capacidade de transpiração de equinos (que pode chegar, em determinados, a ser fatal) teve identificada, pela primeira vez, sua relação com determinados marcadores genômicos – o que representa um considerável avanço, principalmente, no desenvolvimento de técnicas capazes de enfrentar o problema.

Pesquisadores vinculados ao Instituto de Ciências Agrônomas e Alimentícias da Universidade da Flórida realizaram, com o apoio de cientistas do Instituto de Genética e de Medicina Veterinária da mesma universidade, o mapeamento genômico de equinos acometidos de anidrose idiopática crônica (o nome científico da referida doença). Utilizando-se de sinalizadores genéticos, o corpo de pesquisadores identificou que organismos carentes ou portadores de transportadores falhos de potássio são mais propensos a apresentarem dificuldade de transpirar.

“Agora que sabemos quais cadeias biológicas provocam essa condição, esperamos desenvolver estratégicas específicas para intervir no tratamento”, declarou Samantha Books, professora associada de fisiologia equina, ao Blog da Universidade da Flórida. “Descobrimos que essa doença possui similaridades em relação à fibrose cística, que possui diversos tratamentos, tanto disponíveis quanto em desenvolvimento. Sabendo disso, podemos começar a considerar alguns caminhos para tratar de cavalos que sofrem desse problema, ajudando-lhes a transpirar com maior regularidade, durante períodos mais longos de tempo”, completou.  

Mutações genéticas que provocam a fibrose cística também afetam canais iônicos e renderam aos pesquisadores algumas pistas sobre como esses transportadores deficientes de potássio podem atuar no processo ligado à anidrose idiopática crônica. Ainda que a plena compreensão da questão demande pesquisas complementares, pesquisadores encontraram uma mutação na proteína quando o transportador iônico deixa de trabalhar. O rompimento da glândula sudorípara, ao tentar realizar sua atividade mediante transportadores falhos, destrói a habilidade do animal transpirar, de modo contínuo.

A maioria dos animais acometidos pela anidrose idiopática crônica suam normalmente, quando jovens, mas, com o tempo, suas células passam a acumular danos (em razão do processo descrito no parágrafo anterior), principalmente em ambientes de calor extremo.

No estudo, identificou-se, ainda, que os marcadores genéticos relacionados à anidrose idiopática crônica encontram-se presentes, com maior frequência, em organismos de animais atletas, como cavalos de corrida da raça quarto de milha e puro sangue inglês.

Os primeiros sinais de uma transpiração insuficiente e dificuldade no resfriamento do organismo costumam estar atrelados a uma queda de performance atlética do animal. À medida que as próprias mantas e capas deixam de indicar sinais de suor, a doença torna-se mais evidente. Pelagem flácida, assaduras e empobrecimento do pelo são outros indicadores quanto à ocorrência da anidrose idiopática crônica.

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