23 ago 2017 | 12:52:19

ABCPCC entrevista: José Carlos Fragoso Pires Jr.

Nome íntimo ao turfe brasileiro, dentro e fora das pistas, Fragoso revelou suas impressões e perspectivas da atividade no país.


José Carlos Fragoso Pires Junior

Imagem: Gérson Martins

Titular de uma das mais vitoriosas coudelarias do turfe brasileiro, José Carlos Fragoso Pires Junior desenvolveu intensa atuação no turfe, dentro e fora das pistas. Além das glórias obtidas pelos históricos corredores do Haras Santa Ana do Rio Grande, Fragoso conviveu de perto, igualmente, junto às entidades responsáveis pela gestão das corridas de cavalo no país. Dono de grande bagagem na indústria turfística nacional, o criador e proprietário conversou com a reportagem do site da ABCPCC, a respeito do momento vivido pelo turfe no país, suas dificuldades e perspectivas. Confira abaixo a íntegra da entrevista concedida.

A sua história no turfe confunde-se, naturalmente, com a própria história do Haras Santa Ana do Rio Grande. Como tudo começou?

R: Meu pai, José Carlos Fragoso Pires, deu seus primeiros passos no turfe ao final da década de 1950. Criava no Rio de Janeiro e possuía animais em treinamento, na Gávea. Em 1961, quando Jânio Quadros editou o decreto que limitava a realização de corridas de cavalo aos domingos e feriados, ceifando reuniões em dias de semana, a atividade como um todo viu-se afetada. Conosco não foi diferente. Por uma década permanecemos afastados do turfe, mas sem perder o contato com o cavalo. A família passou a manter animais na Sociedade Hípica do Rio de Janeiro, onde eu e meu irmãos chegamos, inclusive, a competir. Foi lá, aliás, que conhecemos o Dr. José Roberto Taranto, que anos mais tarde se tornaria o nosso veterinário no hipódromo. Quando retornou para o turfe, nos anos 70, meu pai adquiriu o Haras Santa Ana, do Sr. Indemburgo de Lima e Silva, criador, dentre outros animais, de Fenomenal, ganhador do GP Brasil. O haras ficava localizado em Itapuã, a pouco mais de 50 quilômetros de Porto Alegre. Para fins de diferenciação, meu pai acrescentou a expressão “do Rio Grande” ao final do nome já existente do Haras Santa Ana. Ademais, ao final daquela mesma década, meu pai adquiriu parte das terras pertencentes à Fazenda Mondesir, em Bagé.

Poderíamos considerar a aquisição do Mondesir um divisor de águas para a criação do Santa Ana?

R: Sem dúvidas. Além das terras, em si, o negócio também envolveu garanhões, matrizes e produtos recém nascidos. Num único dia, comprou-se cinquenta anos de seleção. Houve, portanto, um sensível aporte genético no plantel do haras, que lhe permitiu alçar voos mais altos. O Waldmeister e o St. Chad, por exemplo, passaram do Mondesir para a nossa propriedade. À época o Waldmeister já havia se consagrado, enquanto que o St. Chad simbolizava uma incógnita, sem gerações em idade de corrida. Felizmente, a exemplo do Waldmeister, o St. Chad mostrou-se bem sucedido na reprodução.

E Anilité?

Aquisição de parte da Fazenda Mondesir rendeu grande acervo genético ao Haras Santa Ana do Rio Grande, incluindo o reprodutor Waldmeister

Imagem: Revista Turf & Fomento

R: Bem, a Anilité possui uma história interessante. Ela foi o último produto a nascer no Mondesir no ano de 1979. Poucos se recordam, mas ela era extremamente mal nascida, do final da primeira quinzena de dezembro. Para nossa sorte, ela acabou entrando no negócio envolvendo o haras. Logo em seguida lhe enviamos para a propriedade de Itapuã, que passamos a utilizar para fazer a recria dos animais. Para nossa alegria, em 1984 a Anilité tornou-se o primeiro animal do Haras Santa Ana do Rio Grande a vencer o Grande Prêmio Brasil.

Ao longo dos anos, o Haras Santa Ana do Rio Grande firmou-se como uma potência do turfe brasileiro. Ganhadores do GP Brasil, Diana, tríplices coroados e até mesmo vencedores de G1 em outros países. Em meio a tantos excelentes corredores, qual foi o que mais lhe marcou?

R: Essa é uma pergunta bastante complicada de se responder. A começar pelo fato de que nós, que somos do turfe e do cavalo, principalmente, nos apegamos por demais aos animais. Mas desde produtos criados no imóvel de Itapuã, como Refinada, Vida Mansa. A fantástica letra “B”, de Bowling, Bat Masterson, Belle Valley e Byzantine. Craques de suas épocas tais quais Falcon Jet e Mensageiro Alado. O derby winner Murano. Nossos ganhadores de G1 nos Estados Unidos, Riboletta e Redattore. O tríplice coroado Super Power. Enfim, são diversos os animais que marcaram minha vivência no esporte. De todo modo, se eu precisasse escolher apenas um deles, ficaria com Mensageiro Alado. Pela campanha que produziu e a vitalidade que lhe mantém em serviço na reprodução, até hoje, em que pese a idade avançada. Um cavalo cativante.

Não bastasse a extensa lista de corredores históricos, o Haras Santa Ana do Rio Grande igualmente se utilizou dos serviços de alguns dos melhores profissionais do turfe brasileiro, em todos os tempos...

R: Certamente. Cada qual em sua área que em muito colaboraram para o surgimento dos nossos cavalos e dos resultados conquistados por eles. O Dr. Walter Flores sempre criou com maestria enquanto veterinário do setor de reprodução do haras, sem prejuízo do Dr. Jorge Morgado Filho, muito importante nos primeiros passos "pós-Mondesir". Ainda no segmento veterinário, mas com atuação na parte de treinamento, o Dr. José Roberto Taranto, já mencionado em nossa conversa, participou decisivamente das campanhas de nossos animais – o que também fez o Dr. Flávio Carneiro, “discípulo” do Dr. Taranto, anos mais tarde. Menção na classe veterinária, igualmente, para José Wilson Santos e Ricardo Bastos Martins. Adail Oliveira, que tanto nos emprestou seu talento como jóquei quanto como treinador. Jorge Ricardo e Juvenal Machado da Silva, dois “monstros” na condução de um PSI. Alcides Morales e João Luis Maciel desempenharam como poucos seu desafiador ofício. Gladston Figueiredo Santo, Mário Rodrigues Campos, Mariano Salles, Claudemiro Pereira, Roberto Morgado Filho e Carlos do Carmo Cabral, Cosme Morgado Neto e Roberto Solanés, nos últimos em que mantivemos animais de treinamento, também colaboraram com a trajetória. Entre os horse brokers, nos prestaram valiosos serviços Samir Abujamra, Renato Gameiro e José Laudo de Camargo. Este último, inclusive, um amigo de longa data, que trabalhou conosco também no haras e enquanto treinador. Trata-se de uma lista capaz de comportar diversos outros nomes, dos quais corro o risco de esquecer e cometer alguma injustiça. 

Mensageiro Alado: o cavalo inesquecível

Imagem: Anuário de Garanhões/Revista Turf Cidade Jardim

Dentre os citados, Alcides Morales e João Luis Maciel, em especial, representaram “escolas” vivas do treinamento de cavalos de corrida no Brasil. Como se deram suas experiências junto a ambos?

R.: Trata-se de uma reflexão bastante interessante ao considerarmos o antagonismo entre as duas brilhantes figuras. Enquanto o Alcides, sereno e observador, mostrava-se muito comedido ao comentar as possibilidades de um animal, por exemplo. O Maciel, por outro lado, lhe falava que o cavalo era barbada e iria ganhar isso e aquilo. Além do arrojo, a filosofia de individualizar o treinamento de cada animal chamava atenção no trabalho do Maciel. Alcides escreveu seu nome nas principais provas do nosso turfe treinando na Gávea. Já o Maciel reinaugurou o centro de treinamentos do Vale da Boa Esperança, concebido pelo Julio Cápua, e influenciou toda uma geração de profissionais que buscaram as facilidades da serra. Enfim, treinadores muito diferentes entre si porém conectados pela característica em comum da genialidade. 

E sobre Ricardo e Juvenal?

R.: Trata-se de situação semelhante à explanada sobre os treinadores. Jóqueis de perfis diferentes, com habilidades e predileções distintas, mas que possuíam em comum a intimidade com as vitórias. Grandes passagens e momentos do turfe brasileiro contaram com a participação de ambos. Para os animais do Haras Santa Ana do Rio Grande, garantias de grandes conduções.

A imprensa e os turfistas da época muito alimentavam a disputa, sadia, entre Juvenal e Ricardo. Alguma recordação especial envolvendo esse embate em meio aos cavalos de sua propriedade – considerando que ambos montaram, contemporaneamente, para o Santa Ana do Rio Grande?

R.: Há uma história que é, aliás, algo engraçada, e se passou nas semanas que antecederam o Grande Prêmio Brasil de 1987. O Juvenal, anos antes, havia sido nosso jóquei contratado. Ele acabou, todavia, transferindo-se para Cidade Jardim, durante algumas temporadas, e nesse ínterim contratamos o Ricardo. Assim, quando o Juvenal retornou para a Gávea, o Ricardo atuava como primeira monta dos nossos cavalos e na hipótese de haver uma parelha, a montaria restante ficava com o Juvenal. Ocorre que dado o nivelamento tido, muitas vezes, entre os animais das nossas parelhas, o Juvenal vencia mesmo montando a “sobra”. Inobstante, já havia se construído, à época, aquela história de tabu envolvendo o Ricardo no Grande Prêmio Brasil. Mesmo vencendo estatísticas e sendo reconhecido como um exímio jóquei, lhe faltava a prova da qual o Juvenal, por outro lado, já era tricampeão. Esse clima todo intensificava-se ainda mais em razão de que no ano anterior o Juvenal, pilotando Grimaldi, havia vencido o Bowling, conduzido pelo Ricardo, por escassa margem. Pois bem, cerca de quinze dias antes do páreo, houve uma reunião em nossa cocheira na Gávea, para definir quem montaria quem no GP Brasil. Contávamos com três animais inscritos: Bat Masterson, Bowling e Breitner. Por ser o mais fraco do trio, Breitner sequer foi considerado como uma opção para os jóqueis. Basicamente se resumia à escolha dos pilotos para Bat Masterson e Bowling. Além de mim, de Juvenal e Ricardo, também estavam presentes meu pai, Dr. Taranto e Alcides Morales, o treinador de ambos os animais. A escolha cabia ao Ricardo, piloto contratado. O preterido iria de Juvenal. Por qualquer motivo, porém, o Ricardo estava um tanto quanto reticente, indeciso. Conversávamos, conversávamos e nada dele escolher a montaria.  Dr. Taranto, de personalidade forte e bastante agitado, pressionava o Ricardo, sem sucesso. Num determinado momento, impaciente em razão da indefinição, o Dr. Taranto voltou-se para o Juvenal, até então calado no desenrolar da reunião, e perguntou “e você Juvenal, o que acha disso”? Com seu jeito simples e gozador, Juvenal, então, dirigiu-se ao Ricardo e disse “pô Ricardo, facilita, escolhe logo aí com qual dos dois eu vou ganhar”. Me lembro que explodimos numa gargalhada coletiva, em meio à qual o Juvenal declarava aberta a guerra psicológica com o Ricardo em mais um GP Brasil. No final das contas a piada, ou profecia, se concretizou. Ricardo escolheu o Bat Masterson, que entrou oitavo. Venceu Bowling, com Juvenal.

Bowling, Juvenal e Alcides Morales: símbolos do turfe brasileiro - e do Haras Santa Ana do Rio Grande

Imagem: Arquivo Jockey Club Brasileiro

Anualmente o senhor divulga o levantamento sobre os números da criação brasileira. Como isso funciona?

R: Isso começou há algumas décadas, quando não havia qualquer registro sobre os números da criação brasileira. Ou seja, não se tinha acesso ao real panorama da criação do cavalo PSI no Brasil. Resolvi, certo dia, consultar os dados do Stud Book Brasileiro e dei início, então, a um extenso trabalho de levantamento do número de criadores, nascimentos, produtos e reprodutoras existentes no Brasil. Para materializar o levantamento, tive à minha disposição os dados, que pertencem ao Stud Book Brasileiro, e a ajuda do Sr. Salles, ex-colaborador da entidade. Após a primeira edição, em 1985, que contemplou 15 anos de estatísticas, passei, então, a atualizar anualmente os números do levantamento. Nos últimos anos, contei com o apoio do Sr. Jorge Ricardo, também vinculado ao Stud Book Brasileiro.

Na última atualização, aliás, identificou-se que em 2016 houve queda de 16% no número de animais criados no Brasil em relação ao ano anterior...

R: Trata-se de um fato que muito nos preocupa e aflige. Há todo um contexto de crise econômica por trás disso, mas não há como ignorar o fato dessa queda refletir dificuldades inerentes ao próprio turfe brasileiro.

Nesse contexto, qual seria o principal fator motivador da crise vivida pelo turfe brasileiro?

R: A meu ver, o turfe brasileiro não recebe das entidades governamentais a atenção que deveria. Pelo contrário. O Estado em muito prejudica a atividade, seja na tributação dos prêmios, seja por não haver uma política de subsídios baseada na fonte geradora de empregos e renda que é a indústria turfística, em si. Não acho que necessariamente o governo devesse destinar verbas, ou coisa do tipo. Mas que ao menos, então, não atrapalhasse.

Se lhe coubesse sugerir uma iniciativa na relação entre governo e turfe, qual seria?

R: Em termos bem práticos, me parece que o início de uma relação melhorada entre as partes diria respeito à não tributação das premiações. Aliás, mesmo não sendo advogado ou especialista na área, suponho que poderia haver um esforço na própria interpretação do conceito de renda para as premiações das corridas de cavalo. Não se pode taxar Imposto de Renda sobre uma atividade que é deficitária. Reflitamos: o imposto de renda jamais se calcula com base em valores negativos. Ou seja, o imposto de renda incide, apenas, em valores que eu ganho, mas não sobre prejuízos. Por consequência, não me parece lógico falar em ganho de renda e tributação para um proprietário que mantém uma dezena de cavalos em treinamento e gasta muito mais do que recebe, em sede de premiações. Logicamente, há exceções. Pode ser, por exemplo, que um determinado proprietário possua um único animal e este vença o Grande Prêmio Brasil, faturando os seus R$ 400 mil de prêmio. Nesse caso nos parece óbvio que o proprietário lucrou muito mais do que gastou. Mas avenhamos de concordar que se trata de uma exceção. Via de regra, a conta é no sentido oposto. Logo, deveria se estabelecer essa lógica de comparação entre ganhos e prejuízos para que, num segundo momento, caso deflagrado, de fato, o lucro, aí sim houvesse a devida tributação. Numa conta rápida, levando em consideração os prêmios pagos no Rio de Janeiro e em São Paulo, haveria cerca de R$ 10 mil a R$ 15 mil, por reunião, para ser reinvestidos pelos hipódromos, caso os prêmios não fossem tributados.

Gestão Fragoso Pires marcou positivamente o Jockey Club Brasileiro na década de 1990

Imagem: Arquivo

Além de questões como a retração na criação do PSI e as dificuldades relacionadas à relação do turfe com o governo, por você citadas, a falta de renovação no público turfista surge também colabora para esse cenário de crise. Há pouco mais de 20 anos, durante a gestão de seu pai – José Carlos Fragoso Pires – no Jockey Club Brasileiro, houve o chamado “GP Brasil do Milhão”, que pode ser considerada a maior ação massiva de marketing na história recente do turfe brasileiro. Quais são suas recordações do evento? A saída poderia estar em empreitadas do tipo?

R: Pelo incrível que pareça, por uma série de circunstâncias o resultado econômico daquele Grande Prêmio Brasil mostrou-se aquém das projeções e expectativas. Por mais que um enorme público tenha comparecido à Gávea, houve diversas dificuldades operacionais que comprometeram os resultados que haviam sido almejados inicialmente. Dentre tais dificuldades, por exemplo, houve uma postura bastante intransigente da Caixa Econômica Federal quanto ao sweepstake, noutro exemplo cabal de como o governo, ainda que por meio de suas autarquias, tanto prejudicou e ainda prejudica a indústria do turfe no país.

Por falar no “Brasil do Milhão”, no Grande Prêmio Brasil de 2017 houve um sensível esforço comercial direcionado ao público além dos muros do Jockey. Como você enxergou essas ações bem como seu resultado?

R: De fato, houve ações de marketing mais arrojadas do que aquelas usualmente vislumbradas em eventos do tipo. Poderíamos ressaltar nessa observação o fato de que as ações publicitárias deram-se por meio da PMU, que hoje coordena boa parte da atividade turfística no Rio de Janeiro. Ou seja, tivemos um exemplo de que a profissionalização do turfe, dentro e fora das pistas, tende a render resultados interessantes – à medida que retira da responsabilidade do clube, muitas vezes desprovido de pessoal e know-how para isso, a árdua missão de divulgar de modo bem sucedido uma data tão importante.

Há duas semanas a Gávea sediou a versão 2017 da Copa dos Criadores ABCPCC. Como você avalia o festival?

R: Hoje a Copa dos Criadores dá sequência ao projeto iniciado ainda na década de 1980 pela Associação Nacional dos Proprietários do Cavalo de Corrida, com a chamada Copa ANPC. À medida que a ANPC restou absorvida pela então Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Corrida, que em consequência tornou-se a ABCPCC, o festival também foi remodelado. Incorporaram-se as Taças de Prata, além do retorno da prova Clássica para a distância dos 2.000 metros. Entendo, assim, que se trata de um festival que soube se reinventar e hoje atende bem aos seus propósitos, tanto sob o aspecto técnico quanto por distribuir altas dotações.

Here To Win: um dos marcos da criação Santa Ana no exterior

Imagem: Blood Horse

O Haras Santa Ana do Rio Grande, aliás, guarda relação de grande intimidade com o festival...

R: Tivemos, de fato, resultados bastante expressivos na Copa dos Criadores, desde a época da ANPC. Me recordo com carinho de vitórias conquistadas pelo Falcon Jet e pelo Mensageiro Alado nas provas componentes do festival (NR: Falcon Jet venceu a Copa ANPC Clássica (gr.I) no ano de 1990 e Mensageiro Alado tornou-se bicampeão da Copa ANPC Velocidade (gr.III) entre 1994 e 1996).

Recentemente o primeiro filho da Here To Win, que rendeu expressivos resultados internacionais à criação do Santa Ana do Rio Grande, conquistou a sua primeira vitória no Japão. O que esse tipo de resultado representa para você bem como para o turfe brasileiro?

R: Recebemos com muita satisfação a notícia desse resultado. Vendemos a Here To Win para clientes noruegueses, que lhe adquiriram no leilão, ainda potranca e resolveram enviá-la para a África do Sul. Lá, além de múltipla ganhadora de G1 a Here To Win recebeu o Eqqus Award de melhor potranca de 3 anos. Ela chegou, ainda, a competir nos Estados Unidos, onde foi novamente leiloada, já na condição de reprodutora, para investidores japoneses. Agora dá sequência ao seu legado, enquanto matriz. Mostra, também, que o PSI brasileiro está apto a funcionar, seja em campanha, seja na reprodução, em qualquer lugar do mundo. Crise à parte, o padrão do animal aqui criado vai muito bem, obrigado.

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