06 jan 2021 | 15:28:30

Criação: aos 16 anos, morre Goldikova

Corredora histórica, notabilizada pelas 3 vitórias conseguidas na Breeders’ Cup Mile (G1), deixa como legado campanha de difícil repetição.

Goldikova

Imagem: Edward Whitaker/Racing Post

Nesta quarta-feira (6), vários foram os veículos da mídia turfística que noticiaram o desaparecimento de Goldikova. A causa da morte da corredora, que compunha o plantel de reprodutoras de Wertheimer & Frère, não foi divulgado.

Nascida em 2005, Goldikova (Anabaa e Born Gold, por Blushing Groom, tendo, como 3ª mãe, a campeã do Prix l’Arc de Triomphe, Gold River) viria a se tornar a melhor milheira do mundo, por meio de uma campanha que, dificilmente, será repetida.

Aos 3, 4 e 5 anos, Goldikova – treinada por Freddy Head – conquistou um inédito tricampeonato da Breeders’ Cup Mile (G1). Jamais outro animal venceu o páreo, ou outra corrida do milionário festival norte-americano, por 3 vezes.

Competindo “em casa”, nos domínios Europeus, Goldikova foi tão contundente quanto. Obteve, por exemplo, outra fantástica série, ao conquistar, por 4 vezes, o Prix Rothschild (G1). O Prix D’Ispahan (G1) teve, por 2 vezes, Goldikova como sua ganhadora.

Além desses páreos, levantados por mais de uma ocasião, Goldikova argolou êxitos no Queen Anne Stakes (G1), no Prix Jacques Le Marois (G1), no Prix du Moulin de Longchamp (G1), no Prix de La Foret (G1) e no Falmouth Stakes (G1). Produziu 27 atuações, das quais 17 convertidas em vitórias. Somou mais de US$ 7,1 milhões, em prêmios.

Em 2010, Goldikova foi eleita Animal do Ano, na Europa. Na mesma premiação do Cartier Awards, restou agraciada com os prêmios de Melhor Animal Adulto em 2009 e 2010. Nos Estados Unidos, recebeu, em 2009 e 2010, o Eclipse Award de Melhor Égua em Pista de Grama.

“Ela tinha personalidade e você não conseguia chegar perto dela, na cocheira. Na pista, porém, ela se tornava dócil e determinada em fazer seu trabalho. Ela era capaz de qualquer coisa: venceu no mundo todo. Na França, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Nas mais diferentes pistas e em diferentes tipos de percurso – em linha reta ou com curvas. É algo raro existir um animal como ela. Sem dúvidas, não terei outro igual”, declarou Freddy Head à reportagem do Racing Post.

Na reprodução, Goldikova deixou 6 produtos. Sua primeira “cria” corresponde, justamente, ao reprodutor Goldikovic, radicado em Bagé/RS e cuja primeira geração estreia no atual semestre, em pistas brasileiras. Seu segundo produto foi Terrakova, que, a exemplo de Goldikovic, descende de Galileo. Terrakova venceu duas das suas 3 saídas, incluindo o Prix Cleopatre (G3). Seu único revés foi um terceiro no Prix de Diane (G1). O último produto de Goldikova diz respeito ao potro Lehman, outro filho de Galileo, nascido em 2019.  

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